Que a falta de mais recursos humanos e a administração dos existentes são os grandes problemas e muito possivelmente a maior ameaça ao futuro do desenvolvimento do setor de TI no Brasil todo mundo sabe – ou deveria saber

O que o setor como um todo e as empresas em particular podem fazer para reverter a situação foi o centro do debate no segundo Mesas TI de 2012, realizado pelo Seprorgs em Porto Alegre nesta sexta-feira, 22.

Abaixo a reportagem do Baguete Diário lista alguns dos principais tópicos do debate, com os respectivos autores.

O fim do pedreiro engenheiro

O presidente do Seprorgs, Edgar Serrano, apontou para uma contradição em um setor com tantas vagas em aberto: a exigência para vagas júnior de profissionais com formação universitária com mais preparação do que seria necessário.

“Em uma obra, o engenheiro dita o projeto e os operários constroem. Mesmo num hospital, que lida com vidas humanas, grande parte do atendimento é feito por enfermeiras. Só no setor de TI não é assim”, indicou o empresário.

Para Serrano, o setor precisa se unir para atrair para mostrar as possibilidades de carreira para jovens de classe C com formação técnica para desempenhar funções júnior e com o tempo evoluir para uma formação superior.

Ajude no planejamento de carreira

Muitas empresas parecem achar que planejamento de carreira é problema do funcionário. Afinal, a carreira é dele, certo?

Quem pensa assim, no entanto, corre o risco de que o profissional pense o futuro da sua carreira em outro lugar.

“Na Mideia Carrier, nós ajudamos a projetar a carreira de cada um dos colaboradores. Nesses anos todos, eu só perdi um colaborador, que foi para outra área da companhia”, afirmou Alexandre Bittencourt, gerente de TI da Mideia Carrier.

Faça comunicação para valer

Alexandre Blauth, diretor de TI e Telecom do Grupo RBS, que é do ramo, trouxe colocações interessantes sobre a importância da comunicação interna e externa do setor de TI.

“O setor de TI é historicamente ruim em comunicar para o resto da organização suas realizações. Quando a gratificação pelo reconhecimento trabalho é uma parte importante da satisfação dos funcionários, isso é um ponto fraco”, analisou Blauth.

Em termos de comunicação das chefias com os funcionários e endomarketing, o executivo frisou a importância de que as lideranças estejam alinhadas com a mensagem e vice versa, para evitar que a comunicação que devia esclarecer e orientar os colaboradores acabe fazendo justamente o contrário.

Entenda a geração Y e trabalhe com ela

Como não poderia deixar de ser, a entrada no mercado profissional da chamada geração Y, os jovens nascidos nos anos 80 que estão deixando os gestores de cabelos de pé também foram parte do debate.

“Essa mistura não tem porque ser ruim. Um profissional mais antigo pode aprender com a agilidade com com que os jovens tomam decisões. Os jovens podem usar a segurança dos mais velhos em estar fazendo a coisa correta”, avaliou Blauth.

Thiago de Marco, diretor executivo do Instituto HDI Brasil, citou um exemplo singelo de como a paixão dos novos profissionais por gadgets pode ser usada a favor da empresa.

“Uma empresa de tecnologia no ramo de varejo prometeu aos profissionais no campo que em um ano eles seriam donos dos tablets que usavam”, contou Marco.

Longe de ser um ato de pura bondade desinteressada, a política reduziu muito os custos de manutenção – literalmente, os colaboradores cuidavam das máquinas como se fossem deles.

Terceirizar não é se livrar

Terceirizar serviços de TI não significa esquecer que os funcionários terceirizados existem.

Áreas tipicamente entregues a terceiros como service desk podem ser um celeiro de talentos para organização.

Marco, do HDI Brasil, destacou empresas com práticas de gestão mais avançadas já estão atentas a esse fato.

“Algumas empresas fazerem pesquisas de satisfação junto aos funcionários dos fornecedores e estabelecem que a superação do SLAs deve resultar em bônus para esses colaboradores terceirizados”, exemplificou Marco.

O cenário na maioria das empresas para o segmento de help desk é bem diferente, no entanto. Dados da última pesquisa da HDI apontam que 51% das empresas não faz pesquisa de satisfação com seus funcionários de help desk e 71% não tem plano de carreira.

O dado mais chocante talvez seja que 33% não tem plano de carreira na área nem pretende ter. “Tudo isso contribui para a alta rotatividade dessas áreas. As empresas estão desperdiçando possíveis fontes de talentos”, resumiu Marco.

O debate moderado pelo editor do Baguete Diário, Maurício Renner, teve apoio do HDI e patrocínio de Brasoftware, Brastorage, Qualitor, Staff, Symantec e Totvs.

 

Fonte: Incorporativa

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